Pelo Brasil

Mineração e gestão dos recursos hídricos

27 de novembro de 2006

A indústria da mineração tem muito a contribuir para a inclusão social, a redução da pobreza e a diminuição das desigualdades

 A atividade minerária é indissociável da preservação do meio ambiente e, nesse contexto, a água tem um papel singular, pelo seu papel na produção. Sem ela, a indústria da mineração ficaria inviável. Daí porque o IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração está sempre avançando na direção de uma nova etapa da evolução do Setor. Mais: estabelece uma saudável cooperação entre os segmentos governamental e produtivo, para que essa atividade possa dar respostas concretas aos anseios de crescimento e desenvolvimento sustentável de nosso País. Neste sentido, em parceria com a Agência Nacional de Águas, o Instituto lança em 28 de novembro, na sede da Agência, em Brasília, o livro A Gestão de Recursos Hídricos e a Mineração.
Esta é uma obra inédita, que atende a quatro objetivos fundamentais: apresentar à sociedade o estado da arte do uso da água na atividade mineraria; subsidiar a implantação da gestão de recursos hídricos nos processos de lavra e beneficiamento de minérios no âmbito empresarial; informar especificidades da atividade para os órgãos gestores de recursos hídricos e, ainda, desmistificar algumas premissas equivocadas a respeito dos impactos da mineração sobre as águas.


O livro consolida o esforço
de 49 profissionais e mostra o trabalho das mineradoras na gestão dos recursos hídricos


O livro é muito interessante, pois consolida o esforço de 49 profissionais, além de destacar os trabalhos desenvolvidos pelas empresas mineradoras na busca de soluções para a redução das interferências da atividade sobre os recursos hídricos. Apresenta também uma ampla abordagem sobre a gestão integrada da mineração e recursos hídricos, mediante o enfoque dos aspectos conceituais e estudos de casos que contemplam as mais inovadoras experiências sobre o tema, com o respaldo do moderno conjunto de normas legais, que regem a Política Nacional de Recursos Hídricos.
Atualmente, em que pesem as naturais dificuldades de mais corretamente avaliar acontecimentos no momento em que se dão, fatos e números incontestáveis lastreiam fortes indícios de que estamos vivendo uma nova fase de tais eventos relevantes. Assim, por exemplo, quando da criação do IBRAM, há trinta anos, o Brasil tinha uma grande dependência de fontes externas para suprir suas necessidades de consumo.
Já agora, em 2006, além da auto-suficiência em petróleo e confirmando o crescimento dos resultados positivos dos últimos quatro anos, o Brasil tem uma balança comercial do setor mineral superavitária. No entanto, os indicadores de avanço econômico do setor mineral devem ser contextualizados na transversalidade de outras políticas públicas tais como agrícola, ambiental, habitacional, industrial e de infra-estrutura, a fim de que a indústria da mineração, componente indispensável do desenvolvimento sustentável, efetivamente contribua para a inclusão social, a redução da pobreza e a diminuição das desigualdades sociais e regionais.


(*) Paulo Camillo Vargas Penna é Presidente do IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração