Tamar

O sucesso do projeto Tamar

2 de janeiro de 2020

O Programa atinge a marca de 40 milhões de tartarugas soltas no mar

 

 

Este ano, o Programa Brasileiro de Conservação das Tartarugas Marinhas (Projeto Tamar) atingiu o marco histórico de soltura de 40 milhões de tartarugas marinhas, entre filhotes e adultos. Para celebrar o feito, o Tamar promoveu a soltura de cem filhotes de tartarugas da espécie cabeçuda, nascidos em Praia do Forte, na Bahia. Fundado em 1980, o Tamar surgiu com o objetivo de proteger as tartarugas marinhas ameaçadas de extinção no litoral brasileiro.

 

 

Projeto Tamar trabalha na pesquisa, proteção e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no país, todas ameaçadas de extinção. São 5 espécies de tartarugas marinhas protegidas.

 
 
A instituição desenvolve ações de conservação e pesquisa aplicadas, educação ambiental e desenvolvimento local sustentável, atuando também como um Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. “O projeto Tamar é uma marca ambiental para o Estado pelo acúmulo de conhecimento e competência na conservação e pesquisa das tartarugas marinhas no Brasil. Além da preservação e proteção do ambiente costeiro e marinho, a instituição transmite uma importante mensagem de conservação do meio ambiente, que passa necessariamente por uma forte política de educação ambiental”, afirmou o secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira, parabenizando a instituição pela soltura das tartarugas e pela excelente atuação no litoral baiano.
 

 

Os filhotes soltos em Praia do Forte tinham menos de um dia de vida e ficaram algumas horas no laboratório do Projeto Tamar, esperando o momento de ganhar a liberdade. Na água, os filhotes nadam por quase uma semana até chegar a alto-mar. A previsão é que daqui a 30 anos, já adultas, muitas irão voltar para desovar nas mesmas praias onde nasceram.

 
 
O CRIME DO LIXO
 

 

 

O lixo ingerido pode bloquear o sistema digestório e interferir no processo de flutuação da tartaruga, fazendo com que morram por inanição, pois param de se alimentar, acrescido das toxinas que são liberadas no organismo e das lesões no trato gastrointestinal delas. Com isso percebe-se que os tão debatidos canudos de plástico são apenas ‘a ponta do iceberg’ no que se refere ao que vai parar nos oceanos e, por tabela, no estômago desses animais marinhos.