ALTER DO CHÃO

TEMPO DA PRESERVAÇÃO

1 de abril de 2025

A importância da luta pela proteção das belas praias do rio Tapajós.

Silvestre Gorgulho

 

Santarém, onde desagua o rio Tapajós no grande rio Amazonas, tem importância econômica e histórica no Pará, em plena Floresta Amazônica. O rio Tapajós é um dos mais lindos do Brasil e Alter do Chão um dos mais procurados pontos turísticos da Amazônia. Mas também é uma das mais concorridas regiões para explorações clandestinas do garimpo, do desmatamento para plantação de soja.

 

Alter do Chão é conhecida como a Pérola do rio Tapajós.

 

Para proteger praias e Áreas de Preservação Permanente (APPs) na região da vila de Alter do Chão, em Santarém (PA), as ações propostas pelo Ibama vêm tendo a adesão das comunidades ribeirinhas e das lideranças empresariais, sobretudo as ligadas ao setor turístico. A iniciativa também recebeu o reconhecimento formal do Ministério Público do Pará e do Ministério Público Federal. O alerta do Ibama visa sensibilizar a população sobre a proibição da circulação e da permanência de veículos automotores nas paradisíacas praias às margens do rio Tapajós.

 

Equipe de Educação Ambiental em Santarém/PA – Fotos: EEA-Ibama Santarém

 

Com metodologias ativas e uma abordagem baseada no envolvimento da comunidade e dos agentes econômicos, a ação da autarquia fomentou um espaço de articulação entre diferentes setores. O projeto envolveu empresários do turismo, movimentos sociais e representantes dos povos indígenas Borari e Mundurucu, principais etnia na região, promovendo o diálogo e a busca por soluções concretas para os desafios ambientais locais.

 

A INTEGRAÇÃO ENTRE A COMUNIDADE E OS ENTES AMBIENTAIS

A EEA-Santarém ressaltou que o projeto gerou uma significativa integração entre a comunidade e os entes ambientais. Entre os resultados alcançados, destacam-se o aumento no número de denúncias de crimes ambientais ao Ibama, a maior colaboração entre a população e as equipes de fiscalização e o interesse de outros municípios banhados pelo rio Tapajós em implementar iniciativas semelhantes.

 

O projeto contou com o apoio da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), do ICMBio e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Santarém/PA