Governança ambiental ganha força com 1ª capacitação do Comitê Gestor do Sítio Ramsar Estuário do Amazonas e seus Manguezais
28 de julho de 2025Sítio reúne áreas de manguezais e unidades de conservação do Amapá ao Ceará e abrange mais de 3,8 milhões de hectares

Sítio Ramsar Amazônico – Foto: Geylson Paiva/ICMBio
Desde 2018, a governança do Sítio Ramsar Estuário do Amazonas e seus Manguezais vem sendo construída de forma participativa pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sociobiodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais (CNPT). Através de oficinas e encontros regionais, tem sido fortalecida a ideia de que a gestão ambiental deve refletir as necessidades, os saberes e a participação ativa das comunidades locais.
Como resultado desse processo, foi instituído o Comitê Gestor do Sítio Ramsar, uma estratégia inédita voltada à proteção da maior faixa contínua de manguezais do planeta, abrangendo os estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí e Ceará. O comitê tem o objetivo de monitorar e orientar ações de conservação em um território de importância ecológica, climática e sociocultural inestimável.
Entre os dias 16 e 20 de junho de 2025, ocorreu, na Reserva Extrativista Mãe Grande de Curuçá (PA), a 1ª Capacitação do Comitê Gestor do Sítio Ramsar Estuário do Amazonas e seus Manguezais. O evento marcou um passo decisivo para o fortalecimento da governança desse território reconhecido internacionalmente como zona úmida de importância global.
A capacitação reuniu representantes de comunidades tradicionais dos cinco estados abrangidos, técnicos e analistas do Instituto Chico Mendes e Ministério do Meio Ambiente (MMA), além de organizações da sociedade civil e parceiros institucionais. O encontro organizado pelo CNPT, com apoio do FUNBIO, foi pautado pela troca de experiências, aprofundamento técnico e alinhamento estratégico para a implementação de ações integradas de conservação.
Essa iniciativa reforça o protagonismo do Brasil na agenda global de proteção às zonas úmidas e garante que os serviços ecossistêmicos prestados pelos manguezais — como a regulação climática, a proteção costeira e a segurança alimentar — continuem a beneficiar as comunidades locais e as gerações futuras.