ACORDO DO RIO DOCE

Comitê Orientador do Fundo Ambiental do Rio Doce aprova prioridades para ações de recuperação da bacia

29 de novembro de 2025

Colegiado apresentou síntese do Novo Acordo do Rio Doce e discutiu ações para fortalecer a recuperação ambiental da bacia

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

Primeira Reunião Comitê Orientador do Fundo Ambiental do Rio Doce aconteceu em Brasília (DF). – Foto: Rogério Cassimiro/MMA

O Comitê Orientador do Fundo Ambiental da Bacia do Rio Doce aprovou, durante sua primeira reunião realizada na última quarta-feira (27/11), em Brasília (DF), as prioridades temáticas para apresentação de projetos de recuperação na região. A iniciativa, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), apoia a proposição e a análise de projetos voltados à recuperação ambiental da bacia, bem como integra o acordo judicial de reparação pelos danos causados pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG). 

Na ocasião, o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, ressaltou a importância do colegiado para garantir justiça socioambiental à população atingida. “Temos um enorme desafio decorrente desse crime gravíssimo que todos nós presenciamos, com impactos ambientais, sociais, econômicos, culturais e éticos”, afirmou. 

“O Fundo integra o conjunto de ações que serão implementadas a partir de agora. Por isso, este comitê terá um papel essencial na orientação das ações que serão conduzidas com os recursos destinados à área ambiental”, completou Capobianco.  

Entre os temas prioritários aprovados estão ações de pagamento por serviços ambientais, iniciativas de recuperação, conservação e uso sustentável da biodiversidade e o fomento às cadeias de valor da bioeconomia, além de estratégias de restauração florestal e recuperação ambiental e as medidas voltadas à conservação de água e solo. 

O grupo também debateu a proposta de recuperação da vegetação florestal na bacia, que permanecerá em elaboração após a incorporação das contribuições apresentadas pelos representantes do comitê. 

Ainda na reunião, foi apresentada a síntese do Novo Acordo do Rio Doce, firmado em 2024. O termo disponibiliza R$ 132 bilhões para ações diversas, como programas de transferência de renda, recuperação de áreas degradadas, remoção de sedimentos, reassentamento de comunidades e pagamento de indenizações às pessoas atingidas. Desse total, R$ 100 bilhões serão repassados à União e aos demais entes federados e R$ 32 bilhões são de obrigação das empresas, como indenizações. Os valores serão distribuídos ao longo de 20 anos. 

Instituído pela Portaria GM/MMA nº 1.439/2025, o comitê reúne representantes do MMA, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e do Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, além de integrantes do governo do Espírito Santo e de Minas Gerais, sociedade civil e setor privado, com atuação na região da Bacia do Rio Doce.  

Estiveram presentes, ainda, a secretária-executiva adjunta do MMA, Anna Flávia de Senna, e de representantes das demais secretarias da pasta.  

Tragédia 

O rompimento da Barragem do Fundão, no Complexo Minerário de Germano, ocorreu em 5 de novembro de 2015, em Mariana (MG), sob responsabilidade da Samarco Mineração. A tragédia deixou 19 mortos, três desaparecidos e despejou mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério no meio ambiente, contaminando a bacia do Rio Doce, nos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo.