ARBORIZAÇÃO EM BRASÍLIA 1

BRASÍLIA AURIVERDE

1 de janeiro de 2026

A CIDADE DE CORES E FLORES DURANTE TODO O ANO

Silvestre Gorgulho

Janeiro é tempo de chuva. Brasília está florida. Julho é inverno. Brasília está florida. Agosto é tempo de seca. Brasília está florida. Brasília é uma cidade que se colore o ano todo. No Plano Piloto, existem mais de 6 milhões de plantas que, além de embelezarem a Capital, purificam o ar, proporcionam sombra e abrigam uma fauna de passarinhos, insetos e outros bichos. Brasília é uma Cidade Parque em sonho e na realidade. Brasília tem árvores para todos os gostos e flores para todas as cores. No Distrito Federal, a arborização urbana foi levada a sério. Arborização urbana é uma arte. Exige profundos conhecimentos de estética e uma perfeita integração entre homem, natureza e prédios. Conheça o calendário de floração do Distrito Federal.

Não há quem fique apático e nunca cedeu ao desejo de bater uma foto embaixo dos flamboyants, em outubro, ou se gabou da fama e beleza dos ipês que colorem a seca de Brasília! Extremamente arborizada, a capital federal, localizada no Cerrado do Planalto Central, encanta pela diversidade de cores e aromas. Foto: Silvestre Gorgulho)

Apesar do Pau-Brasil ser a árvore que deu nome ao país, é o ipê-amarelo a árvore nacional, formalmente, em 1961, pelo presidente Jânio Quadros.

 

Cidade Parque no sonho e na realidade. Brasília tem arvores para todos os gostos e flores para todas as cores. No Distrito Federal, a arborização urbana foi levada a sério. No início do ano passado, o Ministério do Meio Ambiente lançou o Plano Nacional de Arborização Urbana (PLaNAU) e, de março a junho, foram realizadas oficinas presenciais nas cinco regiões do país com o objetivo de coletar contribuições da sociedade para construção do PLaNAU. 

O PlaNAU busca elevar a presença de vegetação nas cidades, garantindo melhores condições ambientais, climáticas e de qualidade de vida para a população. A intenção é melhorar a qualidade do ar, a regulação térmica e a gestão das águas pluviais.

O processo participativo de construção do PlaNAU deve incentivar a elaboração dos planos municipais de arborização e promover avanços na gestão ambiental urbana nos municípios brasileiros.

ARBORIZAÇÃO URBANA

A arborização urbana é uma arte. Exige profundos conhecimentos de estética e uma perfeita integração entre homem, natureza e prédios. Há que ter um convívio equilibrado, propiciando aos habitantes do meio urbano o prazer de um belo visual, paz de espírito e harmonia no viver diário.
As plantas, os parques e os jardins emolduram uma cidade. Fazem parte da paisagem de uma cidade. Na natureza está o lado romântico das cidades.
Todas as cidades têm seus monumentos, seus prédios característicos, muitas vezes tombados como patrimônio cultural. Os parques e, sobretudo a arborização  urbana, têm que fazer parte deste contexto. Não pode haver agressão – mas sim harmonização – entre os prédios e a natureza.

O uso de espécies nativas no paisagismo reduz custos com manutenção e irrigação, visto que são adaptadas ao clima local, favorecem a conservação da biodiversidade, fortalecem as interações ecológicas com a fauna e podem até gerar sentimentos de pertencimento e conexão na população.

Brasília, Cidade Parque. Vista do Clube de Golf de Brasília, à beira do Lago Paranoá, vendo-se ao fundo a Ponte JK.

 

 

DEZ MANDAMENTOS DA

ARBORIZAÇÃO URBANA

(por Silvestre Gorgulho)

I – Plantar espécies nativas da região.

II –  Adequar a espécie ao espaço disponível e à arquitetura para não haver agressão e sim harmonização entre prédios e natureza urbana.

III –  Planejar a arborização de tal modo que a cidade esteja florida o ano inteiro.

IV –   Estudar o sistema radicular das árvores plantadas para que ele não interfira em redes subterrâneas e edificações.

V –  As espécies frutíferas podem atrair pássaros, o que é bom, mas em áreas muito próximas às residências e edificações comerciais podem também atrair animais indesejáveis, como morcegos.

VI –  Não realizar podas desnecessárias, interferindo o mínimo possível na arquitetura da copa das árvores.

VII –  Fazer a poda apenas dentro dos padrões técnicos recomendáveis, ouvindo sempre o órgão responsável pela arborização.

VIII –  Abolir completamente machados e facões na poda das árvores, utilizando instrumental adequado, como motosserra, facilitando a recuperação das cicatrizes nas plantas.

IX – Manter canal de comunicação permanente com a população para atender aos pedidos urgentes de poda, preservando assim a credibilidade da instituição governamental.

X –  Não plantar árvores na estação da seca, evitando-se a onerosa e ineficiente irrigação por meio de carros-pipas ou consumo de água potável da rede pública.

CALENDÁRIO DE FLORAÇÃO DO DF

 

JANEIRO – Ingá-mirim / Ingá-colar / Jacarandá-caviúna / Pau-jacaré / Jenipapo / Magnólia / Segawê.

FEVEREIRO – Araticum / Jambolão / Paineira-rosa (barriguda) / Palmeira buriti / Palmeira Guariroba / Palmeira jerivá açu / Pombeiro.

MARÇO – Bauína rosa (pata-de-vaca) / Chichá / Lofantera (lanterneira).

ABRIL – Quaresmeira rosa / Quaresmeira roxa.

MAIO – Cambuí verdadeiro / Esponjinha / Imbiruçu / Landim / Pau d’óleo (copaíba).

JUNHO – Ipê-roxo / Garapa / Jacarandá-mimoso / Jatobá-da-mata / Jatobá do cerrado / Pau-ferro.

JULHO – Angico farinha-seca / Angico-preto / Aroeira / Cedro / Ipê-amarelo / Ipê-amarelo-felpudo / Magno / Pajeú.

AGOSTO – Cagaita / Cássia rosa / Fisocalima / Ipê-branco / Ipê-caraíba / Ipê-rosa / Saboneteira / Sucupira-branca / Sucupira-preta / Tamboril.

SETEMBRO – Jacarandá-da-Bahia / Pau-brasil / Pequizeiro / Pitanga / Quaresmeira-roxa nativa / Tarumã / Tipuana / Vinhático.

OUTUBRO – Flamboyant / Jequitibá-rosa / Jequitibá-vermelho / Sibipiruna.

NOVEMBRO – Carvoeiro / Oiti.

DEZEMBRO – Aroeira-vermelha / Cambuí ou Canafístula / Clúsia rosa / Gomeira