O NOBEL DA PAZ PARA MARIA CORINA IMPACTA 2026 NA VENEZUELA
1 de janeiro de 2026Líderes e celebridades da América Latina, incluindo os presidentes Daniel Noboa (Equador), José Raúl Mulino (Panamá), Javier Milei (Argentina), e Santiago Peña (Paraguai) viajaram a Oslo para apoiar Corina Machado.
Maria Corina Machado se transformou na Dama de Ferro da Venezuela. E, depois de receber o Prêmio Nobel da Paz 2025, ela dividiu o mundo com sua posição firme contra o regime ditatorial de Nicolas Maduro. Enquanto governos conservadores a aplaudem e ajudam, governos à esquerda a criticam e sabotam. O fato é que 2026 chega com o impacto da premiação à líder da oposição venezuelana e caminha para uma guerra de narrativas ideológicas, tudo por que questionada se apoiaria uma intervenção militar no território venezuelano pelos Estados Unidos, a Nobel da Paz 2025 respondeu com coragem e determinação: “A Venezuela já foi invadida. Já foi invadida pelos agentes da Rússia, do Irã, por grupos terroristas como o Hezbollah e o Hamas que operam livremente com o apoio do regime [Maduro]. Temos a guerrilha colombiana e os cartéis de drogas, que dominam uma parcela do país. (…) Isso tudo tornou a Venezuela um polo do crime organizado nas Américas. O regime é sustentado por um poderoso sistema de repressão, financiado pelo tráfico e a venda clandestina do petróleo. Precisamos cortar o apoio a esse sistema, e foi isso que pedimos à comunidade internacional quando recebemos o Nobel da Paz”.
O Comitê Norueguês do Nobel havia confirmado que a programação para a entrega do Nobel da Paz, em Oslo, na Noruega, estava marcada para o dia 10 de dezembro. Mas era uma incógnita se a venezuelana María Corina Machado estaria presente. Sua filha, Ana Corina Sosa, viajou para a Noruega para receber o Nobel em nome da mãe.

A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado recebe o Prêmio Nobel da Paz 2025 ((foto Instituto Nobel)
A situação para Maria Corina era tensa. Tarek William Saab, procurador-geral da Venezuela, garantiu que se Corina Machado viajasse para a Noruega para receber a premiação ela seria considerada foragida.
Segundo o chefe do Instituto Nobel, Kristian Berg Harpviken, Maria Corina Machado foi agraciada com o Nobel por sua defesa pacífica da democracia e dos direitos humanos em meio à crise política na Venezuela. O prêmio conta com uma bonificação em dinheiro de 11 milhões de coroas suecas (em Reais, cerca de 6,2 milhões)
VIAGEM DE CORINA PARA OSLO
Por conta da perseguição institucional do governo venezuelano à Corina Machado, a viagem da opositora era considerada de alto risco. Mas ela enfrentou o desafio e, com o apoio logístico dos Estados Unidos, ela deixou a Venezuela.
A operação foi liderada por um veterano do Exército dos EUA, a Grey Bull Rescue, uma empresa especializada no resgate de americanos e aliados em zonas de conflito e áreas de desastre.
Bryan Stern, que tem 27 anos de experiência em operações especiais militares dos EUA, afirmou à emissora americana CBS News que em uma odisseia de aproximadamente 48 horas, María Corina, acompanhada por duas pessoas, conseguiu sair de Caracas, viajar até o litoral e navegar até a ilha holandesa de Curaçao, no Caribe. Lá, embarcou em um avião particular rumo a Oslo para receber o Nobel. O resgate foi um sucesso, mas ela não chegou a tempo para o evento de gala, em Oslo.
ANA CORINA, A FILHA, RECEBE O NOBEL
A cerimónia de entrega do Nobel da Paz realizou-se na manhã de 10 de dezembro, quarta-feira, sem presença de María Corina Machado que não chegou a tempo. A filha, Ana Corina Sosa, recebeu a distinção em nome da mãe. Em discurso escrito, Ana Corina prometeu que sua mãe não vai cessar a luta contra o regime de Nicolás Maduro para libertar a Venezuela da “corrupção obscena” e da “ditadura brutal”.
Líderes e celebridades da América Latina, incluindo os presidentes Daniel Noboa (Equador), José Raúl Mulino (Panamá), Javier Milei (Argentina), e Santiago Peña (Paraguai) viajaram a Oslo para apoiar Corina Machado. Edmundo González, o diplomata de 76 anos que a substituiu nas eleições do ano passado e é considerado presidente eleito da Venezuela por diversos países, também estava presente.

Enquanto Ana Corina, filha de María Corina, recebia Nobel da Paz em nome da mãe, o Comitê Norueguês informava que, apesar de não poder participar da cerimônia, a líder da oposição venezuelana já estava a caminho de Oslo. De fato, ela chegou após a solenidade. (imagem CNN)
A líder da oposição da Venezuela, Corina Machado, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, chegou a Oslo no meio da noite de quarta-feira. Não conseguiu chegar à capital norueguesa a tempo de receber seu prêmio. Pela manhã, no dia seguinte à premiação, quinta-feira (11), ela apareceu na varanda do Grand Hotel de Oslo onde aplaudida por uma multidão.
