Água-viva gigante rara é registrada em recife profundo no litoral da Argentina
4 de fevereiro de 2026Espécie que pode atingir o tamanho de um ônibus foi filmada durante expedição científica em áreas pouco exploradas do Atlântico Sul
Água-viva fantasma gigante é flagrada em recife profundo na Argentina durante expedição científica
Uma criatura raramente vista em águas profundas chamou a atenção de pesquisadores no fundo do mar da Argentina: uma enorme água-viva fantasma foi registrada durante a exploração de um recife de coral de águas frias no Atlântico Sul.
O animal, pertencente à espécie Stygiomedusa gigantea, pode atingir proporções impressionantes — comparáveis às de um ônibus escolar. O exemplar filmado apresenta um corpo com cerca de um metro de diâmetro e longos braços que podem se estender por até dez metros, o que a coloca entre as maiores águas-vivas conhecidas.
De acordo com os cientistas, a espécie costuma habitar grandes profundidades, longe da luz solar, o que torna seus avistamentos extremamente raros.
O registro foi feito durante uma expedição que percorreu toda a margem continental argentina, desde o litoral de Buenos Aires até regiões profundas próximas à Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul. Para alcançar essas áreas inóspitas, a equipe utilizou veículos operados remotamente, capazes de suportar a intensa pressão e a completa escuridão do oceano profundo.
Além da água-viva gigante, os pesquisadores descobriram extensos recifes de coral de águas frias formados principalmente pela espécie Bathelia candida. Esses corais crescem lentamente e podem viver por séculos, criando estruturas rígidas que servem de abrigo e fonte de alimento para peixes, crustáceos, estrelas-do-mar e diversos outros organismos.
Por sua importância ecológica e fragilidade, esses ambientes são considerados ecossistemas marinhos vulneráveis, já que impactos causados por atividades humanas podem levar décadas para serem revertidos.
Durante a mesma missão, os cientistas identificaram também o maior recife já conhecido desse tipo de coral em todo o oceano, além de áreas chamadas de exsudações frias — locais onde substâncias químicas liberadas pelo sedimento alimentam microrganismos que sustentam complexas cadeias alimentares mesmo sem a presença de luz solar.
Segundo a equipe responsável, os dados coletados agora passarão por análises detalhadas e devem contribuir para pesquisas sobre biodiversidade, conservação marinha e os efeitos da ação humana nos ecossistemas profundos.
