NIÉDE GUIDON GANHA DESTAQUE COM PUBLICAÇÃO NACIONAL
1 de fevereiro de 2026Livro sobre “Serra da Capivara”, de André Pessoa, reforça legado da maior arqueóloga do Brasil
Quase 5 décadas de dedicação exclusiva às pesquisas científicas no Brasil, marcam a trajetória de Niéde Guidon (1933-2025), uma das arqueólogas mais conceituadas do Brasil, e que agora ganha ainda mais destaque através de uma publicação com circulação nacional e internacional, assinada por um dos mais experientes fotojornalistas do Nordeste, o pernambucano com alma piauiense, André Pessoa.

Lançado no último dia 31 de janeiro, na cidade de São Raimundo Nonato, no Piauí, lugar que Niéde escolheu para viver definitivamente desde a década de 1980, o livro ganhará lançamentos nos próximos meses no Rio de Janeiro, Teresina, São Paulo, Brasília e até no exterior.
A publicação, impressa em grande formato (28x28cm), é ilustrada por 420 imagens e traz textos de pesquisadores e jornalistas do Brasil e do exterior que acompanharam de muito perto as pesquisas desenvolvidas no sertão semiárido.
ANDRÉ PESSOA: 32 ANOS DE DOCUMENTAÇÃO
O trabalho é resultado de 32 anos de documentação de André Pessoa, que, como Niéde, também largou as grandes cidades do mundo e se mudou, de mala e cuia, para São Raimundo Nonato, ainda no início da década de 1990, e lá fez do Parque Nacional Serra da Capivara, quintal da sua casa e base para grande parte do seu trabalho como fotógrafo, produtor cinematográfico e jornalista.

André Pessoa é considerado um dos maiores documentaristas do interior nordestino e o seu trabalho está em museus pelo mundo afora, além de emissoras de televisão, cinemas, revistas, jornais e sites.
Para a Folha do Meio Ambiente, André, muitas vezes em parceria com a jornalista Tânia Martins, de Teresina, liderou movimentos e campanhas que conseguiram grandes vitórias, como a criação do Parque Nacional Serra das Confusões (823 mil hectares – o maior parque nacional do Nordeste), e a paralisação de projetos que iriam degradar a última floresta do semiárido numa região conhecida como Serra Vermelha.
Como Niéde Guidon, André Pessoa passou a focar o seu trabalho nas descobertas da equipe da arqueóloga no interior piauiense, levando a imagem positiva do Piauí para grande parte do Planeta.
Do seu acervo, Pessoa garimpou as melhores imagens dessas últimas décadas e traz na publicação uma espécie de supra sumo de todas as descobertas e conquistas de Niéde. Um verdadeiro legado de realizações que mudaram definitivamente esse pedaço do Brasil.
NIÈDE GUIDON, A PAULISTA
FORMADA NA SORBONNE

O livro de André Pessoa mostra que o legado de Niède Guidon na região sudeste do Piauí é algo incrível que mudou a realidade socioambiental e cultural de uma das áreas mais carentes do interior brasileiro.
Niéde Guidon é natural de Jaú, interior de São Paulo. Formada em Ciências Naturais pela USP, foi para a França, na década de 1960, para se especializar em arqueologia na famosa universidade de Sorbonne. Depois, se transformou em professora na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, de Paris, onde terminou sendo cedida ao governo brasileiro para ampliar suas pesquisas no Parque Nacional Serra da Capivara.
Considerada uma das maiores pesquisadoras do Brasil, Guidon ganhou inúmeros prêmios no Brasil e no exterior, chegando a ser condecorada com a principal medalha oferecida pelo governo francês. O seu legado na região sudeste do Piauí é algo incrível que mudou a realidade socioambiental e cultural de uma das áreas mais carentes do interior brasileiro.
ANDRÉ PESSOA, O REPÓRTER
RECONHECIDO NACIONALMENTE

André Pessoa seguiu os caminhos de seu pai, o sociólogo Walter Pessoa, um amante da fotografia. André se especializou na arte da documentação fotográfica em Curitiba.
André Pessoa é natural de Recife. Filho de pais professores universitários, teve o primeiro contato com a Serra da Capivara através de publicações nacionais como as revistas Realidade, Manchete, Veja, entre outras, que na década de 1980 começaram a dedicar páginas e páginas as pesquisas desenvolvidas no Piauí.
Como o pai, o sociólogo Walter Pessoa, amante da fotografia, André foi se especializar na arte da documentação fotográfica em Curitiba, onde viveu por dois anos e voltou pronto para se dedicar aos registros no interior do Piauí.
Do clima frio e da vida solitária na capital do Paraná, André Pessoa se mudou em 1993 para São Raimundo Nonato onde dedicou grande parte da sua carreira defendendo, divulgando e protegendo os ecossistemas e o povo da região.
Em pouco tempo trabalhando no Piauí, e com um empurrão decisivo da arqueóloga Niéde Guidon, Pessoa foi conquistando o seu espaço no mundo do jornalismo, colaborando com alguns dos principais jornais e revistas do Brasil, e também do exterior, tendo trabalhos (textos e fotos), publicados em mais de 50 veículos.
A publicação do seu mais recente livro: “Serra da Capivara – As descobertas e o legado de Niéde Guidon na Área Arqueológica de São Raimundo Nonato”, é, para ele, o auge da sua carreira, o trabalho que sempre sonhou realizar e uma forma de ajudar a disseminar, mundo afora, as conquistas do que, para ele, foi a maior pesquisadora do Brasil, principalmente, porque Niéde transcendeu a ciência e levou desenvolvimento sustentável para o sertão nordestino.
