Volta às aulas: o que incluir na lancheira das crianças?
23 de fevereiro de 2026Secretaria de Saúde recomenda participação dos pequenos no preparo das refeições
Com o início das aulas, a correria volta a fazer parte da rotina. No meio da confusão, como planejar a lancheira das crianças? A escolha de alimentos que forneçam energia e nutrientes adequados para as atividades escolares pode ser simples — e servir de aprendizado para pequenos e adultos.
“O envolvimento de crianças e adolescentes na hora de fazer a comida permite que a família inteira conheça sobre os alimentos e suas formas de preparo, além de permitir tempo de qualidade juntos”
Carolina Gama, gerente do Serviço de Nutrição da Secretaria de Saúde
A premissa básica, apresentada no Guia Alimentar para a População Brasileira, é a mesma para todas as idades: evite produtos ultraprocessados. Alimentos in natura ou minimamente processados — obtidos diretamente de plantas ou de animais, cujo preparo para consumo não altera suas propriedades naturais — são a base para uma alimentação nutricionalmente balanceada.
A diferença entre ultraprocessados e processados está no rótulo. De forma simplificada, basta observar a lista de ingredientes: eu conheço o que está escrito? Se for um alimento, é processado; se tiver cinco ou mais componentes, com nomes difíceis de pronunciar e de identificar, é ultraprocessado.
Montagem da lancheira
A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso) sugere um método fácil para a montagem da lancheira. Os alimentos podem ser divididos em três grupos: frutas e vegetais, grãos (arroz, feijão, aveia, sementes) e proteínas, como carnes, laticínios e ovos. Para uma refeição saudável, o ideal é combinar um alimento de cada grupo.
A participação da família no preparo das refeições pode ajudar a transformar o momento em convívio e aprendizado. “O envolvimento de crianças e adolescentes na hora de fazer a comida permite que a família inteira conheça sobre os alimentos e suas formas de preparo, além de permitir tempo de qualidade juntos”, avalia a gerente do Serviço de Nutrição da Secretaria de Saúde (SES-DF), Carolina Gama. “Dessas experiências, nascem os bons hábitos”.
A Lei nº 5.146, de 19 de agosto de 2013, estabelece as diretrizes para promover a alimentação saudável nas instituições de ensino. Cantinas e outros comércios de alimentos devem obedecer a princípios relacionados à proibição e à oferta de determinados tipos de produtos. Além disso, escolas devem adotar conteúdo pedagógico que trate de alimentação, hábitos e estilos de vida saudáveis.
Consulte o Fórum Permanente sobre Alimentação Saudável nas Escolas, um colegiado com caráter intersetorial, formado por membros representantes do Governo do Distrito Federal (GDF) e de entidades da sociedade civil.
*Com informações da Secretaria de Saúde

