COP15

Dia do Pantanal destaca ciência e financiamento como pilares para a conservação global

25 de março de 2026

Evento nesta terça-feira (24/3) reforçou o papel do bioma e a necessidade de integração para garantir a conectividade das espécies

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Secretária-executiva adjunta do MMA, Anna Flávia Franco, foi uma das palestrantes. – Foto: Rogério Cassimiro/MMA

Para o Governo do Brasil, a proteção do Pantanal exige uma visão que ultrapassa fronteiras geográficas e soluções únicas. Durante o Dia do Pantanal (Pantanal Day), realizado nesta terça-feira (24/3) na 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP da CMS, na sigla em inglês), a secretária-executiva adjunta do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Anna Flávia de Senna Franco, defendeu que a integração transfronteiriça e o financiamento sustentável são vias para resultados efetivos. “O território das espécies migratórias é o planeta Terra e isso não tem limite”, afirmou.

Sob o tema “Pantanal em movimento: ciência, governança e financiamento para a conservação de espécies migratórias”, o evento marcou a agenda da presidência brasileira na CMS, reunindo representantes do Governo do Brasil, universidades e centros de pesquisa e organizações da sociedade civil. O encontro foi realizado em parceria entre o MMA, o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e a The Pew Charitable Trusts.

O Pantanal é reconhecido internacionalmente como uma das maiores áreas úmidas do mundo, reconhecida pela Convenção de Ramsar, o que confere responsabilidade global na conservação da biodiversidade. “O Pantanal tem um reconhecimento extremamente relevante como habitat das espécies migratórias. Simbolicamente, o bioma é uma referência fundamental para esta convenção”, pontuou Anna Flávia.

Um dos pontos centrais do evento em Campo Grande (MS) foi a busca por soluções que garantam a conectividade das espécies. Anna Flávia ressaltou que ciência e tecnologia devem caminhar juntas para solucionar obstáculos que impedem o deslocamento natural da fauna. Segundo Anna Flávia, a estratégia para o bioma não pode ser baseada em um único caminho, mas integrando alternativas diversas e diferentes atores sociais e políticos.

A busca por financiamentos sustentáveis foi apontada como ferramenta vital para viabilizar as ações de conservação. “A integração e a busca de financiamentos sustentáveis são fundamentais para que a gente garanta um resultado efetivo e permita que a conectividade continue possibilitando a migração das nossas espécies”, concluiu.

A proteção das rotas pantaneiras também está vinculada ao fortalecimento das Unidades de Conservação (UCs). O Governo do Brasil tem reiterado na COP15 que a criação e manutenção de UCs são políticas estratégicas para garantir que o equilíbrio biológico seja preservado para as futuras gerações.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA