FOLHA DO MEIO

HÁ 37 ANOS

1 de março de 2026

1989 – 2026

 

QUANDO A VALE ERA ESTATAL

A Companhia Vale do Rio Doce nasceu estatal e viveu estatal até o governo FHC. Atuava, sobretudo, na área de extração de minérios: ferro, cobre, ouro, bauxita, titânio e manganês. Uma atividade agressiva ao meio ambiente. Tempo que a VALE adotava uma política intensiva e rigorosa de proteção ambiental. Há exatamente 29 anos, num leilão realizado em 6 de maio de 1997, o governo brasileiro vendeu a maior parte de suas ações da até então estatal Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). O negócio envolveu, na época, cerca de R$ 3,3 bilhões. Hoje, privatizada, a VALE visa mais o lucro em detrimento da sustentabilidade.

DESASTRES DE MARIANA e BRUMADINHO – Era 5 de novembro de 2015, 40 milhões de metros cúbicos de lama e rejeitos de minério de ferro soterraram o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana. A lama provocou a morte de 19 pessoas, contaminou o Rio Doce e mudou a vida de 500 mil habitantes das mais de 40 cidades entre Minas Gerais e o Espírito Santo. Foi o maior desastre ambiental da história do país.

BRUMADINHO – Em 25 de janeiro de 2019 aconteceu o segundo desastre ambiental: o rompimento de barragem em Brumadinho que deixou 272 mortes.  (foto: Agência Brasil)

 

 

VALE NO PASSADO – No passado, inexistia qualquer forma de controle ambiental. Em decorrência dessa omissão, deu-se uma rápida exaustão de bens naturais, com as consequências conhecidas. A moderna tecnologia, porém, permite uma política equilibrada de gerenciamento de recursos naturais, sem exaurir as fontes a um nível insuportável e irreversível.

Pode-se minerar sem exaurir, obter lucros de recursos naturais e controlar a poluição, desde que se adote uma estratégia que leve em consideração o caráter finito das reservas naturais.

Essa consciência ambiental vem crescendo de maneira significativa nos meios gerenciais da CVRD. Os primeiros resultados dessa atuação podem ser percebidos, inclusive nas duas áreas do trópico úmido brasileiro em que a CVRD atua: a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica.

Uma lição que a VALE privatizada não herdou da VALE estatal. As barragens de Mariana e Brumadinho não deixam mentir.

 

JERICOACOARA

Em 1989, um projeto de educação ambiental foi desenvolvido na Área de Proteção Ambiental de Jericoacoara, no Ceará, [hoje Parque Nacional de Jericoacoara]. Há 36 anos, o projeto já procurava conscientizar os visitantes e a população local, sobre a importância e a necessidade de se conservar e preservar o meio ambiente. A beleza do local tem incrementado o fluxo turístico, com o consequente desenvolvimento de atividades econômicas.

 

ISRAEL VARGAS: CIÊNCIA A FAVOR DA AMAZÔNIA

Cientistas brasileiros e seus colegas da “American Association for Advancement of Science”, estão avaliando a possibilidade de se realizar um simpósio sobre a Amazônia, nos Estados Unidos. Quem informa é José Israel Vargas, ex-secretário de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento Industrial e membro de um comitê assessor da Unesco para questões de energia.

Segundo Israel Vargas (*1928 +1925) a ideia é reunir, em Miami, pesquisadores de várias nacionalidades, com comprovada experiência em pesquisa na Amazônia. Entre eles estariam os brasileiros Paulo de Tarso Alvim e Paulo Vanzolini (USP), além dos americanos Stephen Butler, da John Hopkins University, (que têm 15 anos de estudos na Amazônia), a antropóloga Anne Roosevelt (Museu Emílio Goeldi e Archibald Haller (University of Wisconsin).

O objetivo é a fusão de todas as experiências: “Só começaremos a discutir a Amazônia seriamente, a partir do momento que reunirmos todo o conhecimento já existente sobre a região. E isto envolve a Embrapa, o INPA, o Projeto Radam, a Eletrobrás e as universidades”.

 

 

 

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