ODS

Abertas as inscrições para Conferência da Rede ODS da Embrapa nos dias 22 e 23 de abril

8 de abril de 2026

Brasília sediará, nos dias 22 e 23 de abril, a Conferência Livre da Rede ODS da Embrapa, evento que reunirá especialistas, gestores públicos, representantes de ministérios e empresas públicas, organismos internacionais, do setor produtivo e movimentos sociais para discutir o papel da ciência, tecnologia e inovação na implementação da Agenda 2030 no Brasil.

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A iniciativa integra as atividades comemorativas dos 53 anos da Embrapa e será realizada em formato semipresencial, na sede da instituição, com participação estimada de cerca de 100 pessoas. O encontro também se conecta à preparação da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), considerada estratégica para alinhar políticas públicas e desenvolvimento sustentável no país.

A proposta da conferência é fortalecer a articulação entre diferentes setores — governo, comunidade científica, setor produtivo e sociedade civil — em torno de soluções que integrem educação, inovação e desenvolvimento territorial.

Para Ana Maria Costa, pesquisadora da Assessoria de Relações Institucionais e Governamentais (ARIG) e à frente das ações de relacionamento institucional da Rede ODS Embrapa, o evento cumpre um papel estratégico de conexão entre atores e agendas: “a Conferência Livre amplia o diálogo entre diferentes setores e fortalece a articulação institucional necessária para transformar conhecimento em ação. É nesse espaço que construímos pontes entre ciência, políticas públicas e as demandas reais da sociedade”.

Entre os temas centrais estão ODS 4 (Educação de Qualidade) e ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), considerados pilares para ampliar a capacidade tecnológica e promover uma industrialização sustentável no Brasil.

De acordo com o documento que embasa a proposta, o país já possui uma base consolidada de industrialização de matriz biológica, como a cadeia sucroalcooleira, mas ainda enfrenta o desafio de ampliar sua complexidade tecnológica e promover maior inclusão produtiva. Nesse contexto, a pesquisa agropecuária e a integração com a educação técnica e profissional são apontadas como fundamentais para impulsionar a bioeconomia e o desenvolvimento regional.

Outro destaque do encontro será o debate sobre o uso da chamada Inteligência Artificial Regenerativa, aplicada ao manejo sustentável dos recursos naturais.

Para Betulia de Morais Souto, da Gerência-Adjunta de Inclusão Socioprodutiva e Digital da Diretoria de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia (DINT) e à frente das ações de engajamento interno da Rede ODS, a conferência também representa um movimento de mobilização institucional: “a Rede ODS é, antes de tudo, um espaço de engajamento. A conferência fortalece essa construção ao mobilizar pessoas, conectar iniciativas e ampliar a consciência sobre o papel de cada área e de cada membro da rede na agenda ODS”, explica.

Para ela, a tecnologia pode, por exemplo, apoiar práticas agrícolas mais eficientes, com redução de insumos químicos e aumento da captura de carbono, contribuindo para a sustentabilidade dos biomas brasileiros.

Segundo Marisa Prado, da Supervisão de Sustentabilidade Corporativa da Diretoria de Governança e Informação (DEGI) – área que ancora a Rede ODS Embrapa – e coordenadora do processo e  do Grupo de Trabalho, o evento se configura como um espaço estruturante da agenda de sustentabilidade.

A conferência contará com a participação de representantes dos poderes Legislativo e Executivo e de instituições estratégicas, como ministérios, bancos públicos e entidades de fomento à inovação. Também estão previstas contribuições de organizações da sociedade civil, movimentos sociais e entidades científicas, ampliando o diálogo entre diferentes perspectivas e saberes.

A programação inclui painéis de discussão, grupos de trabalho e uma plenária final para consolidação de propostas que poderão contribuir para políticas públicas e estratégias nacionais voltadas ao desenvolvimento sustentável.

Para os organizadores, a realização do evento em Brasília reforça o papel da capital como centro de articulação política e institucional, favorecendo a construção de soluções integradas para os desafios da sustentabilidade. A expectativa da diretora de Governança e Informação, Selma Beltrão, é que encontro contribua para fortalecer políticas públicas, ampliar parcerias e acelerar a adoção de tecnologias voltadas à melhoria da qualidade de vida, especialmente em comunidades rurais e em situação de vulnerabilidade.

As inscrições poderão ser feitas neste link. O evento será híbrido e o público poderá participar das discussões.

Confira a programação:

Dia 22/04 

8h30 – 9h30: Credenciamento e café de boas-vindas

Momento de recepção e de interação entre os participantes.

9h30 – 9h40: Abertura oficial

Boas-vindas e apresentação da Rede ODS Embrapa e do objetivo do encontro.

9h40 – 12h: Painel de discussão sobre o Eixo 4 – Inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável: Quais as contribuições de sua instituição na inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável?

Bloco 1

  1. CNODS – Boulos / Lavito
  2. Via campesina (Contag/MST)
  3. Apib
  4. Conaq
  5. Comissão ODS Câmara dos Deputados

Bloco 2

  1. Fiocruz
  2. MCTI
  3. MDA
  4. MEC
  5. Mapa

Encerramento – Embrapa

12h – 13h30: Almoço

13h30 – 14h: Explicação sobre a metodologia e divisão das salas de discussão e ida para as salas

14h – 17h30: Trabalho nas salas de discussão

Tema: De que forma a inovação tecnológica deve ser incentivada e aplicada como ferramenta eficaz para gerar soluções que enfrentem os atuais desafios sociais e ambientais?

 

Dia 23/04

9h – 12h: Plenária final e votação das propostas, votação do delegado e suplentes, leitura do documento final 

Projetos que integram as tecnologias da Embrapa que contribuem para acelerar o alcance das metas ODS:

  1. Programa de Biofortificação de Alimentos, coordenado pela Embrapa, já atendeu mais de 46.000 famílias na América Latina: combate à desnutrição pela introdução de espécies vegetais básicas identificadas com teores elevados de vitaminas e minerais.

  2. Projeto Bem Diverso, em parceria com o PNUD, reconhecido em 2020 como boa prática, capacitou mais de 3.000 agroextrativistas, técnicos e pequenos agricultores em tecnologias de manejo, restauração de ecossistemas, comercialização e políticas públicas. Garantia de renda e melhoria da qualidade de vida para populações tradicionais e agricultores familiares.

  3. Projeto Quintais Orgânicos de Frutas implantou 2.476 quintais em 238 municípios, com 413.845 árvores plantadas, beneficiando diretamente 71.483 produtores (quilombolas, indígenas, agricultores familiares, assentados da reforma agrária). Melhor qualidade de vida para públicos em vulnerabilidade, com oferta de frutas, hortaliças e plantas medicinais todos os meses do ano

  4. Projeto Sisteminha (Sistema Integrado para Produção de Alimentos), implementado em diversos estados do Brasil e em sete países da África. Combate à fome, escalonando produção de frutas, cereais, legumes, tubérculos, aves, e peixes, garantindo acesso de produção mínima pelo agricultor

  5. Projeto Integrado da Amazônia, reconhecido pela ONU em 2021 como boa prática para os ODS, promove o manejo florestal, inovação, aumento da produção de alimentos, fibras e energia, valorização dos produtos da sociobiodiversidade amazônica, reduzindo o desmatamento e a pressão sobre áreas de vegetação nativa.

Assessoria de Comunicação (Ascom)

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