O projeto EducArte na Praça chega à 4ª edição no Distrito Federal com uma programação gratuita voltada a estudantes da rede pública, jovens, adultos e à comunidade em geral. Executada pela Casa de Cultura Telar em parceria com as escolas e bibliotecas públicas do DF, a iniciativa promove atividades que integram literatura, música, oralidade e artes cênicas, com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e formar público.
Criado a partir de apresentações no Teatro da Praça, em Taguatinga, o projeto passou a ocupar espaços abertos e comunitários. Ao longo das edições, ampliou a atuação para bibliotecas públicas em diferentes regiões administrativas. As atividades contam com recursos de acessibilidade, como intérprete de Libras e audiodescrição em sessões selecionadas, além de transporte gratuito para a rede de ensino.
Em 2025, o EducArte na Praça chegou a alcançar diretamente mais de 2 mil estudantes, fora o público espontâneo, segundo a coordenadora do projeto, Cléria Costa. Ela afirma que a proposta surgiu com o objetivo de democratizar o acesso à cultura por meio da literatura, da música e do incentivo à oralidade e à imaginação em territórios populares. “Está bem consolidado com esse objetivo de reforçar o alcance social. Quando incluímos transporte gratuito e acessibilidade, também asseguramos a inclusão. O nome ‘Praça’ remete justamente a essa origem comunitária, marcada pelo encontro, escuta e partilha de saberes”, declara.
Destaques
A edição de 2026 reúne diferentes linguagens artísticas. Entre os destaques está o espetáculo Catástrofe — O Concerto, que apresenta uma narrativa cômica sobre um músico diante do caos e de suas emoções. Outras atrações marcantes são a Galhada em Tempos de Fissura, que aborda o colapso ambiental e o Antropoceno com artes cênicas e música; e A Baba da Onça Pintada, uma fábula sobre medo, coragem e convivência com o diferente.
