Monitoramento e combate à espécie invasora mangue-maçã são intensificados em SP
27 de abril de 2026Ibama e Fundação Florestal atuam em conjunto para conter avanço de espécie, que ameaça biodiversidade nativa
Frutos do mangue-maçã, espécie exótica invasora que ameaça biodiversidade nativa – Foto: Divulgação/Ibama
São Paulo/SP (24/04/2026) – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em um esforço conjunto com a Fundação Florestal de São Paulo no sentido de preservar a integridade dos ecossistemas costeiros, realizou, na última semana, uma etapa crucial de monitoramento e combate à espécie exótica invasora Sonneratia apetala, popularmente conhecida como mangue-maçã.
A operação das instituições buscar conter o avanço dessa planta, que é originária da Ásia e representa uma ameaça direta à biodiversidade brasileira devido ao seu crescimento acelerado e à sua elevada capacidade de competição por recursos.
Tecnologia e Expertise Técnica em Campo
Durante as ações realizadas de 15 a 17 de abril, a equipe técnica do Ibama aplicou metodologias avançadas para garantir a precisão no mapeamento da bioinvasão:
- Mapeamento Aéreo: utilização de aeronaves remotamente pilotadas (drones) para a cobertura de áreas estratégicas e geração de imagens de altíssima resolução.
- Análise Especializada: os dados coletados foram submetidos à fotointerpretação e sensoriamento remoto, permitindo a detecção precisa de indivíduos em diferentes estágios de desenvolvimento.
- Validação Terrestre: inspeções em campo para assegurar a consistência dos mapas gerados e subsidiar o planejamento das próximas remoções.
Compromisso com a Erradicação
A atuação da Divisão Técnico-Ambiental, unidade dentro da estrutura da Superintendência do Ibama em São Paulo, é fundamental para a implementação da Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras. Como o mangue-maçã foi identificado, até o momento, apenas nos manguezais de Cubatão (SP), na Baixada Santista, os especialistas acreditam que a erradicação total ainda é viável, desde que as ações de resposta rápida sejam mantidas.
Resultados e Próximos Passos
Até o momento, o trabalho articulado entre o Ibama e a Fundação Florestal já resultou na retirada de mais de 700 árvores da espécie invasora. Além da supressão direta, o Ibama atua na identificação de novas áreas para intervenção e na testagem de tecnologias Inteligência Artificial para ampliar a escala dos levantamentos futuros.
A ação reafirma o papel do Ibama na vanguarda da gestão ambiental ao integrar operação técnica para mitigar impactos irreversíveis à biodiversidade e a atividades econômicas locais, como a pesca.
Assessoria de Comunicação Social do Ibama

