CLDF aprova “Tabela SUS Candanga” para ampliar assistência à saúde
20 de maio de 2026Proposta permite que instituições privadas atuem de forma complementar ao SUS em situações específicas de insuficiência da rede pública

Na sessão da Câmara Legislativa desta terça-feira (12), os deputados distritais aprovaram a criação da “Tabela SUS Candanga”, com valores complementares à tabela nacional do Sistema Único de Saúde (SIGTAP). A matéria consta do projeto de lei nº 2.144/2026, do deputado Roosevelt Vilela (PL), e do PL nº 2.306/2026, do Executivo. Os textos tramitaram em conjunto e foram consolidados no substitutivo aprovado nesta tarde. A redação final segue para a sanção da governadora Celina Leão.
A iniciativa cria uma tabela diferenciada para remunerar a participação complementar da iniciativa privada na execução de ações e serviços de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) no DF. A medida será aplicada em casos nos quais a rede pública não tiver capacidade suficiente para atender à demanda e houver comprovação de impossibilidade de ampliação dos serviços públicos. A medida, de acordo com o texto, será financiada com recursos de emendas, distritais e federais, e com recursos próprios do Distrito Federal.
>> Confira imagens da sessão ordinária
“O projeto viabiliza a formalização de contratos e convênios com entidades privadas, permitindo a expansão imediata das ações do SUS sempre que a rede pública estiver com sua capacidade de atendimento comprometida frente à alta demanda”, argumentou o autor do substitutivo, deputado Roosevelt. O parlamentar comemorou a aprovação da proposta pela Casa: “Essa aprovação é um marco, uma virada de chave para a saúde pública”.

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
A votação do texto foi antecedida por debate entre os distritais. A presidente da Comissão de Saúde (CSA), deputada Dayse Amarilio (PSB), chegou a proferir parecer contrário à matéria, apontando “risco de substituição progressiva da rede pública” e considerando a medida um “vetor de privatização do SUS”.
Já o deputado Jorge Vianna (Democrata), vice-presidente da CSA, elogiou a proposta: “É um dos melhores projetos que esta Casa apreciou”. O parlamentar apresentou o relatório do vencido no colegiado de mérito. “Vai tirar pacientes da fila e zerar cirurgias de catarata, por exemplo”, avaliou.
O texto foi aprovado em segundo turno com o voto favorável de 12 parlamentares.
Denise Caputo – Agência CLDF
