Qualidade Ambiental

Sistema de rastreamento do mercúrio é lançado pelo Ibama

30 de junho de 2026

Plataforma controlará a cadeia dessa substância no mercado a fim de coibir fornecimento para mineração ilegal

Em uma sala de eventos, uma mulher em pé, à esquerda da imagem, faz uma apresentação para um grupo de pessoas sentadas em cadeiras voltadas para um telão. Ela veste blazer verde-claro, blusa escura, calça jeans e óculos, e segura um controle remoto enquanto gesticula durante a exposição. No telão, aparece o título "Sistema Nacional de Rastreabilidade do Mercúrio – Rastreia-Hg", acompanhado de um texto explicativo sobre o sistema informatizado desenvolvido pelo Ibama para aprimorar o controle da cadeia do mercúrio metálico no Brasil. Também são exibidos os logotipos do Fundo Amazônia e do Ibama. Em primeiro plano, participantes assistem atentamente à apresentação. O ambiente é amplo, com piso escuro, paredes claras, iluminação por luminárias no teto e uma pequena plataforma onde está instalado o telão.

A diretora de Qualidade Ambiental do Ibama, Rosangela Muniz, no lançamento do Rastreia-Hg, em Brasília (DF) – Foto: Herminio Lacerda

Brasília/DF (30/06/26) – O combate ao uso do mercúrio em garimpos ilegais acaba de ganhar um aliado: o sistema Rastreia-Hg. Criada pelo Ibama, a ferramenta facilitará o controle da substância no país por meio de um rastreamento completo, tornando visível quem está fora da cadeia autorizada. A plataforma foi lançada durante a programação do Junho Verde, em Brasília (DF), com a presença de especialistas na área.

O Rastreia-Hg também vai contribuir para o monitoramento da utilização do mercúrio de origem legal que já está em território nacional, trazendo mais transparência para a aplicação em atividades permitidas, como o uso de padrão de referência em análises laboratoriais. Outro benefício será o acompanhamento da destinação adequada derivada do descomissionamento de plantas industriais que produzem cloro, soda cáustica e hidrogênio.

Em primeiro plano, três frascos plásticos transparentes, com tampa branca de rosca, estão alinhados sobre uma mesa de madeira clara. Os recipientes contêm mercúrio metálico, de aspecto prateado e brilhante, ocupando aproximadamente a metade de cada frasco. Nos rótulos, predominam as cores preta, branca e vermelha, com a inscrição
Vasilhames com mercúrio usado em garimpo ilegal apreendidos por fiscais do Ibama no Amazonas – Foto: Divulgação/Ibama

De acordo com a analista ambiental do Ibama Cândida Paim, a nova plataforma facilitará os procedimentos de controle ambiental de todo o ciclo do mercúrio metálico no Brasil. Segundo ela, a medida atende diretamente às metas internacionais da Convenção de Minamata, um tratado assinado por mais de 150 países para eliminar os riscos globais desse metal pesado.

“O controle rigoroso é o caminho mais eficiente para reprimir as atividades de mineração ilegal no Brasil e melhorar as condições do meio ambiente que afetam a saúde, o bem-estar e a sobrevivência dos seres vivos”, destaca a diretora de Qualidade Ambiental do Ibama, Rosangela Muniz.

Impactos para a saúde e o meio ambiente

O uso do mercúrio em garimpos tem provocado contaminação em rios, solo e ar, com graves impactos ambientais. A saúde humana também é negativamente impactada pela exposição a essa substância, com danos ao sistema nervoso central, má formação em bebês, e morte em casos graves.

Qualquer pessoa física ou jurídica que precise operar com mercúrio no Brasil precisa ser habilitada pelo Ibama mediante o atendimento de várias exigências regulamentadas de forma estrita por meio da Instrução Normativa nº 26/2024. “Entre os critérios exigidos, estão a comprovação da origem do metal legal e a apresentação de licença ambiental de operação para as atividades ou empreendimentos que pretendam utilizar a substância química”, explica Rosangela.

Assessoria de Comunicação Social do Ibama