BACIA DO RIO VERDE

VERDE QUE TE QUERO VERDE. A LUTA PELA DESPOLUIÇÃO DO RIO VERDE

1 de julho de 2026

Suporte hídrico essencial em uma das mais importantes regiões cafeeiras, industriais e turísticas do País, as águas do rio Verde precisam de sustentabilidade para sustentar as atividades econômicas de 31 municípios no Sul de Minas.

Silvestre Gorgulho

A verdade é tão simples quanto dura: quem não protege hoje, por amor, os mananciais, as nascentes e os rios vai ter que fazê-lo, amanhã, pela dor. A cada dia a água – sempre de vital importância – vai se tornando um bem mais difícil, mais escasso e mais explorado. Pior: um bem finito. Requer proteção e gestão adequada. Daí a responsabilidade de cada cidadão, como Roni Peterson – O Velho do Rio (ver matéria BACIA DO RIO VERDE 1), de cada município e de cada empresa para como os mananciais e cursos de água. A água é elemento indispensável para a criação e manutenção de qualquer espécie de vida na Terra.

 

A estatística não mente: as águas salgadas representam 97% da parte líquida do globo terrestre e 3% são águas doces. Destes 3%, 0,6% são águas doces superficiais e, dessas, apenas cerca de 0,4% estão disponíveis nos lagos e rios. A escassez, mau uso e poluição das águas, caso não sejam combatidos, podem inviabilizar sociedades e mesmo nações inteiras. A água em quantidade e qualidade é um bem econômico que pode gerar energia, movimentar máquinas, irrigar as plantações e é, também, um fator de saúde pública, evitando-se cerca de 80% das doenças humanas.

Quase na nascente do rio Verde, na Serra da Mantiqueira, entre Itanhandu e Passa Quatro, as águas são límpidas e em corredeira.

 

BACIA DO RIO VERDE

A bacia hidrográfica do rio Verde – que constitui o principal eixo hidrográfico da região conhecida como o Circuito das Águas – está integrada na bacia do rio Grande, como afluente do rio Sapucaí, que juntos vão formar a Barragem de Furnas.

O rio Verde nasce na Mantiqueira, a cerca de 2 300 metros de altitude, na divisa dos municípios de Passa Quatro e Itanhandu. Seu curso percorre aproximadamente 220 km em direção à Barragem de Furnas, entre os municípios de Três Pontas e Elói Mendes.

O rio Verde não é tão caudaloso como os grandes rios brasileiros, especialmente na Amazônia. Mas é um rio fundamental para a economia e a vida da população (cerca de meio milhão de habitantes) de 31 municípios do Sul de Minas. A bacia do rio Verde abrange os seguintes municípios, por ordem alfabética: Aiuruoca, Alagoa, Baependi, Cambuquira, Campanha, Carmo da Cachoeira, Carmo de Minas, Caxambu, Conceição do Rio Verde, Cristina, Cruzília, Dom Viçoso, Elói Mendes, Itamonte, Itanhandu, Jesuânia, Lambari, Monsenhor Paulo, Olímpio Noronha, Passa Quatro, Pedralva, Pouso Alto, São Gonçalo do Sapucaí, São Lourenço, São Sebastião do Rio Verde, São Tomé das Letras, Soledade de Minas, Três Corações, Três Pontas, Varginha e Virgínia.

Entre os 31 municípios banhados pelo rio Verde está Três Corações.

A NASCENTE

Como quase todos os rios, a nascente do rio Verde vêm de águas rápidas, limpas, turbulentas e rasas. Também, como todos os rios, à medida em que o rio Verde corre em direção ao Lago de Furnas, ele se alarga, torna-se mais profundo e mais lento. Os tipos de plantas e animais que vivem nesta parte dos rios são diferentes daqueles que vivem nas regiões onde nasce. Quando a água se move mais lentamente, as plantas podem fixar suas raízes. Estas plantas fornecem alimento e proteção para uma ampla variedade de vida selvagem, especialmente ao longo das margens, incluindo peixes, pássaros aquáticos e mamíferos.

Em mapa do Google, a rio Sapucaí e o rio Verde, se encontram em Pontalete (distrito de Três Pontas) quando adentram o Lago de Furnas.

 

ECONOMIA, USOS E PROBLEMAS AMBIENTAIS

O rio Verde desempenha papel essencial no suporte hídrico de uma das regiões cafeeiras mais produtivas do Brasil. Além da cafeicultura, suas águas sustentam atividades agropecuárias, industriais e o turismo associado às estâncias hidrominerais do Circuito das Águas. A bacia do rio Verde enfrenta diversos desafios ambientais, especialmente relacionados à qualidade da água. Entre os principais problemas identificados estão o lançamento de esgotos domésticos sem tratamento adequado, a degradação de matas ciliares e o assoreamento do leito.

MAIS INFORMACOES: Ver matéria sobre

o VELHO DO RIO. A história de Roni Peterson,

defensor de suas águas.