COP17

Brasil apresenta na COP17 na Mongólia experiência de combate à degradação da terra e mitigação dos efeitos da seca

17 de agosto de 2026

A participação brasileira, coordenada pelo MMA, Itamaraty e ApexBrasil, ocorre nesta segunda-feira, dia 17, no Pavilhão Brasil, com programação intensa e discussões sobre Metas Voluntárias de Neutralidade da Degradação da Terra, Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca e Programa Recaatingar

Gobi no idioma da Mongólia significa “lugar sem água”. E é justamente na terra do Deserto de Gobi que será realizada a 17ª sessão da Conferência das Partes (COP17) da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), de 17 a 28 de agosto de 2026. O encontro na capital Ulaanbaatar, reúne os países signatários da Convenção para discutir temas relacionados à recuperação de áreas degradadas, à proteção do solo e às estratégias de resiliência e adaptação aos efeitos da seca. O Pavilhão Brasil, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que apoiou a construção do espaço, será aberto nesta segunda-feira, dia 17, às 16 horas (horário da Mongólia). Com o tema “Restaurando a Terra. Restaurando a Esperança”, a conferência coloca em debate questões relacionadas à degradação da terra, ao manejo sustentável das paisagens, à segurança hídrica e alimentar e aos mecanismos internacionais de cooperação e financiamento voltados às regiões afetadas pela desertificação.

Programação

A participação brasileira inclui temas relacionados à contenção da degradação e da desertificação em suas regiões semiáridas e subúmidas secas, com atenção especial aos biomas Caatinga e Cerrado, observando a conservação do solo, a adaptação às mudanças climáticas e a contribuição dos povos e comunidades tradicionais para o uso sustentável dos territórios. As Metas Voluntárias de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN do inglês Land Degradation Neutrality) são metas globais da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) para garantir que a quantidade e a qualidade das terras produtivas sejam mantidas ou ampliadas.

Já o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB-Brasil) é o principal instrumento estratégico do governo brasileiro para implementar a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca que orienta ações para prevenir a desertificação, recuperar áreas degradadas e aumentar a resiliência das populações afetadas pela seca, especialmente no Semiárido.

O programa Recaatingar é uma iniciativa voltada à recuperação de áreas degradadas da Caatinga por meio da restauração da vegetação nativa e da promoção de práticas sustentáveis de uso da terra, contribuindo para a conservação do bioma e para a geração de benefícios socioeconômicos.

programação inclui ainda apresentações sobre os planos estaduais de combate à desertificação elaborados em parceria com instituições de educação e pesquisa e organismos públicos e privados.

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Estrutura das Convenções da Rio-92

A Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) integra o conjunto de tratados ambientais estabelecidos durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), juntamente com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). As três convenções possuem agendas complementares em temas relacionados ao clima, à biodiversidade e ao uso sustentável da terra. Cada uma possui escopo específico:

  • Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC): trata das negociações internacionais relacionadas às mudanças climáticas e às emissões de gases de efeito estufa.
  • Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB): aborda temas relacionados à conservação da biodiversidade, ao uso sustentável dos recursos naturais e à repartição de benefícios associados ao patrimônio genético.
  • Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD): trata da degradação da terra, da desertificação, da mitigação da seca e das estratégias voltadas ao manejo sustentável dos ecossistemas.

Serviço

COP17 da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD)

  • Abertura do Pavilhão Brasil – Data: Segunda-feira, dia 17 de agosto de 2026
    Horário: a confirmar
  • Cerimônia do Brasil com autoridades – Data: Segunda-feira, dia 24 de agosto de 2026
    Horário: a confirmar

Local: Pavilhão Brasil – Blue Zone – Área C 2 – National Garden Park (Parque Nacional) – Bairro/Distrito: Khoroo 26, Bayanzurkh District – Ulaanbaatar – Mongólia

Contato para jornalistas – Brasil – Daiane Cortes Cazarré – daiane.cazarre@mma.gov.br (+55 61 983361310)
Contato para jornalistas – Mongólia – Fernando Donasci – fernando.nascimento@mma.gov.br (+55 61 99219 6240)
Contato para jornalistas – Brasil – Anna Emília Arend – anna.santos@apexbrasil.com.br   (+55 61 99535 4885)
Contato para jornalistas – Mongólia – Adriana Assis – adriana.assis@apexbrasil.com.br    (+55 11 99912 8480)

Assessoria de Imprensa do MMA – imprensa@mma.gov.br

Saiba mais

COP do Clima (UNFCCC) – A Conferência das Partes da Convenção do Clima é realizada anualmente e constitui o principal espaço global de negociações sobre mudanças climáticas.

Histórico das COPs

COP22 (2016): Marrakesh, Marrocos
COP23 (2017): Bonn, Alemanha
COP24 (2018): Katowice, Polônia
COP26 (2021): Glasgow, Escócia
COP27 (2022): Sharm El Sheikh, Egito
COP28 (2023): Dubai, Emirados Árabes Unidos
COP29 (2024): Baku, Azerbaijão
COP30 (2025): Belém, Brasil

COP da Biodiversidade (CDB) – A Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) é o principal fórum internacional para negociação e implementação de ações voltadas à conservação da biodiversidade, ao uso sustentável dos recursos naturais e à repartição justa dos benefícios derivados dos recursos genéticos. Desde 2000, suas reuniões ordinárias são realizadas a cada dois anos. Veja as edições:

COP 1 (1994): Nassau, Bahamas
COP 2 (1995): Jacarta, Indonésia
COP 3 (1996): Buenos Aires, Argentina
COP 4 (1998): Bratislava, Eslováquia
COP 5 (2000): Nairóbi, Quênia
COP 6 (2002): Haia, Países Baixos
COP 7 (2004): Kuala Lumpur, Malásia
COP 8 (2006): Curitiba, Brasil
COP 9 (2008): Bonn, Alemanha
COP 10 (2010): Nagoya, Japão
COP 11 (2012): Hyderabad, Índia
COP 12 (2014): Pyeongchang, República da Coreia
COP 13 (2016): Cancún, México
COP 14 (2018): Sharm El-Sheikh, Egito
COP 15 (2021-2022): Kunming (China, Parte 1) e Montreal (Canadá, Parte 2)
COP 16 (2024-2025): Cali (Colômbia) e sessão retomada em Roma (Itália)
COP 17 (2026): Yerevan, Armênia.

COP da Desertificação (UNCCD) – A Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) foi adotada em 1994 e entrou em vigor em 1996. A Conferência das Partes (COP) é o órgão decisório desta Convenção. Denominada Conferência das Partes da Convenção de Combate à Desertificação é considerada o principal fórum internacional para os debates sobre degradação da terra, desertificação, mitigação dos efeitos da seca e recuperação de áreas degradadas. Também é realizada de forma bianual. Veja as edições:

COP 1 (1997): Roma, Itália
COP 2 (1998): Dakar, Senegal
COP 3 (1999): Recife, Brasil
COP 4 (2000): Bonn, Alemanha
COP 5 (2001): Genebra, Suíça
COP 6 (2003): Havana, Cuba
COP 7 (2005): Nairóbi, Quênia
COP 8 (2007): Madri, Espanha
COP 9 (2009): Buenos Aires, Argentina
COP 10 (2011): Changwon, República da Coreia
COP 11 (2013): Windhoek, Namíbia
COP 12 (2015): Ancara, Turquia
COP 13 (2017): Ordos, China
COP 14 (2019): Nova Déli, Índia
COP 15 (2022): Abidjan, Costa do Marfim
COP 16 (2024): Riade, Arábia Saudita
COP 17 (2026): Ulaanbaatar, Mongólia

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA