TEMAS ESTUDADOS PELAS CRIANÇAS – 1
1 de novembro de 2026As próprias crianças criaram um grupo de ‘WhatsApp’ para troca de informações e estudarem questões relativas à viagem pelo rio Tapajós.
A preparação para a aventura começou com dez meses de antecedência. Maria Carolina, de 11 anos, criou o grupo de WhatsApp “Galera do Tapajós” para que todos pudessem estudar temas relacionados à Amazônia e trocar informações sobre a viagem. Esse período de descobertas permitiu ao grupo conhecer melhor a história e as riquezas da Floresta Amazônica, tornando a experiência, vivida entre 25 de setembro e 1º de outubro, ainda mais significativa: além da diversão, foram dias de muito aprendizado e contato com a cultura da região. Na volta, um almoço especial reuniu todos para compartilhar os conhecimentos adquiridos, realizar as provas e avaliações e reviver as boas lembranças da aventura.
OS PRIMEIROS SEIS TEMAS:
- A REGIÃO DE ALTER DO CHÃO
- POR QUE O NOME ALTER DO CHÃO
- A RAÇA DE CAVALO, O ALTER
- AS BELEZAS DO RIO TAPAJÓS
- A TRIBO DOS MUNDURUCUS
- CURIOSIDADES SOBRE O RIO AMAZONAS.
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A REGIÃO de ALTER DO CHÃO:
PÉROLAS DO RIO TAPAJÓS
Conhecer o interior do Brasil, sobretudo a Floresta Amazônica e os rios que formam a Bacia Amazônica, é um privilégio. E visitar Alter do Chão, conhecida como PÉROLA DO TAPAJÓS, e entrar pelo rio Tapajós é mais que um privilégio: é um encantamento.
Alter do Chão é distrito do município de Santarém, no Pará.
Às margens do Rio Tapajós, Alter é famosa por suas praias de água doce e paisagens naturais impressionantes.

O rio Tapajós , a conhecida Ilha do Amor e o vilarejo Alter do Chão, a 37 km de Santarém. A região é conhecida internacionalmente como o Caribe brasileiro. Até o século 18, Alter era habitado por comunidades indígenas. A partir do século 19, com a exportação do latex extraído da região de Belterra, houve um surto de desenvolvimento e ocupação demográfica.
Durante a estação seca (agosto, setembro e outubro), a praia de Alter do Chão se torna um dos principais pontos turísticos da região, atraindo visitantes do mundo todo.
O rio Amazonas tem 1.101 afluentes identificados. O rio Tapajós é um deles e desempenha um papel crucial na economia e cultura local, com destaque para a pesca e o turismo. A combinação de águas cristalinas e areias brancas torna Alter do Chão um destino imperdível na Amazônia.
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POR QUE O NOME ALTER DO CHÃO?
Alter do Chão é um dos lugares mais lindos do Brasil. Mistura, água, floresta e cultura amazônica. Está pertinho do céu. Alter do Chão mistura muita coisa boa: rio Tapajós, rio Amazonas, o Parque Nacional do Tapajós, a Floresta Amazônia e, também, a cultura paraense com suas danças folclóricas e excelente gastronomia.
Por que o nome Alter do Chão?
Em 1758, o Marquês de Pombal mandava em Portugal. Ele era o ministro do Rei D. José I – que governou Portugal de 1750 a 1777. Marquês de Pombal tinha muito interesse no Brasil. Na época, a capital do Brasil era Salvador e ele já falava em transferir a capital para o Planalto Central. Pois bem, Pombal teve desentendimento com os padres Jesuítas e expulsou-os do Brasil. E uma das ações foi a de mudar os nomes de vilas e localidades brasileiras que tinham nome de santos (dado pelos Jesuítas) adequando-os à identidade portuguesa.
Esse movimento foi chamado de Reforma Toponímica. Muitas localidades brasileiras foram rebatizadas com nomes de vilas similares existentes em Portugal. Assim, foram criadas as cidades de Santarém, Belém. Óbidos, Alenquer, Aveiro, Bragança, Monte Alegre, Belmonte, Porto Alegre e… a vila de Alter do Chão.

Alter do Chão tem o mesmo nome de uma vila portuguesa, da região alentejana, criada em 1748. É conhecida pelo seu rico patrimônio histórico e pela Coudelaria de Alter – criação de cavalos.
Em toda História, o cavalo foi o animal mais importante domesticado pelo homem porque era usado em tudo: no transporte individual, nas carruagens, nas guerras, na agricultura e no lazer.
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A RAÇA DE CAVALO, O ALTER.
O ser humano tem uma paixão indomável por cavalos. Dizem os hipólogos (estudiosos de cavalo) que o cavalo foi o primeiro e o maior amigo do Homem. Muito antes dos cachorros.

O cavalo Alter Real: imponência e docilidade.
O cavalo passou a ser a mais potente arma de guerra e de trabalhos da História Humana. Os povos bárbaros, as civilizações asiáticas, grega, romana e, tantas outras, plantaram seu poderio bélico no lombo dos cavalos.
Daí, as coudelarias. Todos os feudos, dinastias, impérios e povos da antiguidade bem como os países dos primeiros séculos tinham estabelecimentos de criação e aprimoramento de cavalos. Para as guerras, para transportes das carruagens reais e muitos outros serviços. Cavalo ganhava guerras. Até mesmo, em 1768, quando o engenheiro inglês James Watt criou a máquina a vapor, ele estabeleceu a medida de força em cavalo (HorsePower). Até hoje, a força do motor de carros e aviões etc são medidos em HP.
E por que o nome Alter do Chão se insere na história dos cavalos? Simples, porque Alter é justamente uma raça de cavalo desenvolvida em Portugal, no século 17, para servir a realeza: O Alter Real.
A grande Coudelaria (haras) ou o centro de criação e desenvolvimento dessa raça foi num lugar plano, de chão não pedregoso na região do Alentejo. Daí Alter do Chão. Aliás, é bom lembrar que a raça brasileira Mangalarga teve como formador principal o cavalo Alter de Portugal. Com o deslocamento da família real para o Brasil, em 1808, vieram também os melhores espécimes da raça Alter da Coudelaria Real de Alter do Chão.
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AS BELEZAS DO RIO TAPAJÓS

Sempre vigilantes, os pais têm dupla curtição: as belezas do rio Tapajós e a alegre e saudável movimentação dos filhos.
O rio Tapajós é formado pela confluência do rio Teles Pires com o rio Juruena, em Barra de São Manuel na fronteira entre Pará e Mato Grosso. O rio percorre uma extensão de aproximadamente 800 km até desaguar no rio Amazonas, em Santarém.
Quando combinado com o Rio Juruena, o Tapajós tem aproximadamente 1.900 km de comprimento.
– Possui águas de coloração esverdeada, azulada ou cristalina, dependendo da região.
– Os principais rios afluentes do Tapajós são: Jamanxim, Crepori, Juruena, Arapiuns, Curucu e rio das Tropas.
– O nome do rio faz referência aos índios Tapajós.
– O Tapajós é considerado um rio sagrado para os índios Mundurukus.
AS PRAIAS – Na estação das chuvas (novembro a junho) o rio Tapajós está cheio e penetra no meio da floresta. Na estação da seca, de julho a outubro, as águas do rio Tapajós estão baixas e formam praias maravilhosas. Algumas delas: Praia do Pajuçara, Praia do Carapanari, Ponta do Jutuba, Praia do Itapari, Praia da Ponta de Pedras, Ponta do Cururu, a Ilha do Amor, Ponta do Muretá, Praia do Pindobal, Praia do Cajutuba, Praia do Aramanari e Praia do Maguari. Os afluentes do rio Tapajós, como o rio Arapiuns, também oferece praias paradisíacas para os turistas.

Elas são as peixinhas do rio Tapajós, ao pôr-do-sol: Luiza Sarkis Nogueira, Maria Carolina Simão Gorgulho e Isabella Sarkis Nogueira.
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Além das praias, o rio Tapajós reserva passeios como a visita à Floresta Nacional do Tapajós, o Canal do Jari, o encontro das águas com o Rio Amazonas e visitas às tradicionais comunidades ribeirinhas, que dão ainda mais brilho para a viagem.
ARTESANATO – O artesanato desenvolvido pelas comunidades ribeirinhas e até pelos índios é muito rico. São bolsas, animais entalhados em madeira, bolas e acessórios feitos de látex, palha e sementes. As praias e vilarejos exibem um cenário exuberante pela sua tranquilidade, ótimo para tomar banho e descansar. Até o príncipe Charles, da Inglaterra, fez essa viagem em 2009.
Os operadores de turismo costumam escolher a praia de Icuxi, na areia sob o luar, para oferecer a gastronomia paraense à base de peixe fresco com sal e limão, regado a caipirinha ou suco de frutas. Um banquete conhecido como Piracaia (pira = peixe e caia = brasa). O costume foi criado pelos pescadores. É sempre realizado à noite e as grelhas da churrasqueira são de bambus ou cipós da região.
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A TRIBO DOS MUNDURUCUS
A vida é uma viagem. E cada viagem é uma vida. Entre as muitas vidas e muitas viagens que podemos viver, essa a Alter do Chão, com certeza, vai ficar para sempre na nossa retina. Não só pelas muitas praias, florestas e enseadas do rio Tapajós, talvez (ou sem talvez), mas também pela possibilidade de viver outras emoções e encantamentos com a natureza, com a cultura e os povos ribeirinhos.
É bom lembrar que o Brasil se revelou pelas suas entranhas fluviais e pelos habitantes da grande floresta – índios e ribeirinhos. Tudo que se falar do cenário, das paisagens e das belezas das praias é pouco.
A visita aos índios mundurucus, em termos espiritual, de conhecimentos sobre a floresta, sobre a cultura indigenista e entendimento da generosidade do grande Cacique DOMINGOS e sua gente, é o ponto alto de nossa viagem. Não sairá nunca mais de nossa lembrança. E de nosso coração.
Para se ter uma ideia da importância dos Mundurucus, eles são índios de tradição guerreira. Os Mundurukus dominavam culturalmente a região do Vale do Tapajós, que nos primeiros tempos de contato e durante o século XIX era conhecida como Mundurukânia.
OS MUNDURUCUS E A EXPEDIÇÃO LANGSDORFF – Para falar dos índios Mundurukus, vale antes lembrar a Expedição Langsdorff, em 1826. Esta foi a maior expedição que se fez no Planeta e foi financiada por dois países: pela Rússia, com o Czar Alecsander I, e pelo Brasil, por D. Pedro I. Seu filho, D. Pedro II, só assumiu como Imperador em 7 abril de 1831. Langsdorff era um médico alemão que trabalhou em Portugal e veio duas vezes ao Brasil: em 1803 e, depois, em 1821 até 1829. Na segunda vez, veio como cônsul russo no Rio de Janeiro, quando empreendeu a viagem pela Amazônia. Langsdorff partiu em 22 de junho de 1826, pelo rio Tietê, em Porto Feliz. Trajeto: rios Tietê, Paraná, Pardo, Coxim, Taquari, Paraguai, São Lourenço, Cuiabá, Preto, Arinos, Juruena, Tapajós e rio Amazonas até Belém. Só entre São Paulo e Cuiabá, foram sete meses de viagem, percorridas 530 léguas (3.180 km) e vencidas 114 cachoeiras.
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CURIOSIDADES SOBRE O RIO AMAZONAS
O encontro do rio Tapajós com o rio Amazonas tem a mesma beleza e o mesmo fenômeno do encontro do rio Negro e o rio Solimões – que forma o rio Amazonas. As águas claras do Tapajós com as águas barrentas do Amazonas não se misturam. Outras curiosidades sobre o rio Amazonas. Em 2007, Peru e Brasil oficializaram a nascente do rio Amazonas. Em 2009, o INPE publicou um trabalho de medição comparativa do com comprimento do rio Amazonas e do rio Nilo. O rio Nilo, na África, até então era considerado o maior rio do Mundo. Com a descoberta das novas nascentes, na Cordilheira dos Andes, na encosta do Nevado Mismi, no Peru, o rio Amazonas passa a ter 6.992,06 Km de extensão. O rio Nilo tem 140 quilômetros a menos.
- O Rio Amazonas nasce na Cordilheira dos Andes, no Peru, e percorre cerca de 6.992,06 km até sua foz na Ilha de Marajó, no Pará.
- Sua nascente fica a mais de 5.300 metros de altitude, em um terreno bem inóspito.
- É o rio mais caudaloso do mundo, com uma vazão média de cerca de 210.000 m³/s.
- Sua bacia hidrográfica cobre aproximadamente 7 milhões de km², sendo a maior do planeta. É maior do que estes 10 países juntos: Alemanha, Argentina, Espanha, França, Holanda, Itália, Japão, Portugal, México e Inglaterra (7.087.139 km2).
- O rio Amazonas atravessa três países: o Peru, a Colômbia e o Brasil. E ainda abastece partes de Bolívia, Venezuela, Guianas e Equador.
- O rio Amazonas tem mais de 1.101 afluentes.
- Ao entrar no Brasil, é chamado de Solimões, e passa a se chamar Amazonas após se encontrar com o Rio Negro, em Manaus. De Benjamin Constant (Brasil) até a foz (3.165 km) o rio Amazonas tem um desnível de apenas 82 metros.
- Sua foz combina delta e estuário, espalhando água doce por quilômetros mar adentro.
- O rio pode chegar a 300 km de largura na foz, e até 50 km perto de Manaus durante as cheias.
- Sua profundidade média é de 50 metros, podendo chegar a 120 metros em alguns trechos, como no Estreito de Óbidos.

