Bosque dos Constituintes, um triste fim

Era uma vez o Bosque dos Constituintes

12 de dezembro de 2003

Cerca de 20 árvores já foram retiradas para o canteiro da Novacap Para comemorar o artigo 225 da Constituição, que defende o Meio Ambiente, os constituintes plantaram, em 1988, 585 árvores próximo ao Panteão da Pátria. Uma obra do Ministério da Cultura sufoca e mata o Bosque dos Constituintes Ulysses planta o Pau Brasil Silvestre… Ver artigo





Cerca de 20 árvores já foram retiradas para o canteiro da Novacap

Para comemorar o artigo 225 da Constituição, que defende o Meio Ambiente, os constituintes plantaram, em 1988, 585 árvores próximo ao Panteão da Pátria. Uma obra do Ministério da Cultura sufoca e mata o Bosque dos Constituintes







Ulysses planta o Pau Brasil

Silvestre Gorgulho, de Brasília (texto e fotos)
Era uma vez um Bosque com 585 árvores da flora brasileira, como ipês, pau-brasil, quaresmeiras, jacarandás e aroeiras. Todas plantadas por 585 parlamentares que assinaram a Constituição de 1988. O Bosque era uma homenagem aos constituintes que garantiram no Capítulo VI, o artigo 225, de preservação do Meio Ambiente:


“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.







A árvore de Pau Brasil, plantada por Ulysses Guimarães, está totalmente sufocada pela obra


Era uma vez o Bosque dos Constituintes… O que aconteceu? Simples, muitas árvores do Bosque estão sendo retiradas para dar lugar a um prédio do Ministério da Cultura: a Fundação Israel Pinheiro. O construtor de Brasília merece a homenagem, mas será que não tem um lugar mais adequado para fazê-lo?


Quinze anos depois de promulgada a nova Constituição, as palavras de Ulysses Guimarães foram jogadas ao vento:







E a placa do Ministério da Cultura aguarda o momento para anunciar a nova obra


Essa homenagem aos constituintes vai atravessar os anos. Vamos regar a árvore da Constituição para que ela dê liberdade, igualdade social e democracia ao povo brasileiro Ulysses Guimarães, presidente da Assembléia Nacional Constituinte.


As árvores do Bosque dos Constituintes, em vez de serem regadas e cuidadas, parece que estão tendo o mesmo fim das árvores brasileiras da Mata Atlântica, do Cerrado e da Amazônia: não resistem à criatividade de uma nova obra, de um novo projeto ou mesmo de um velho negócio.