Cartas

Com a pala­vra, o leitor

22 de julho de 2009

Material didáticoHá uma discussão muito grande em diversos Estados, pela questão da compra de livros que acabaram sendo considerados inadequados e até pornográficos para o ensino básico e médio. Nesta aquisição, foram gastos milhões em favor de algumas elites literárias e sem um exame prévio e mais apronfundado para as necessidades corretas. Não seria interessante… Ver artigo

Material didático
Há uma discussão muito grande em diversos Estados, pela questão da compra de livros que acabaram sendo considerados inadequados e até pornográficos para o ensino básico e médio. Nesta aquisição, foram gastos milhões em favor de algumas elites literárias e sem um exame prévio e mais apronfundado para as necessidades corretas. Não seria interessante que as Secretarias de Ensino fizessem para cada escola de seus municípios uma assinatura do FMA, já que é uma publicação que pode ser incluída em qualquer nível de ensino por possuir uma linguagem universal? Particularmente, acho que é algo que pode ser feito, mesmo que sendo doações por parte de terceiros. Acho que estão receiosos ou desinteressados em fazer. A coluna “Com a palavra, o leitor”, tem demonstrado por parte de muitos educadores a importância do FMA numa sala de aula. Com a palavra os verdadeiros interessados na educação brasileira.
Jurandir Schmidt 
[email protected]
 Joinville – SC


Mala da Linguagem
Agradeço a disponibilização de exemplares do jornal Folha do Meio Ambiente para atividade no colégio Ciman para meu filho, aluno do ensino fundamental, professora Simônia.  O primeiro ano do ensino fundamental é quando a criança é alfabetizada e um dos projetos em vigor é denominado  “Mala de Linguagem” – projeto este em que a criança seleciona um tipo de linguagem e elabora em torno da tipologia  textual escolhida no que diz respeito aos objetivos do mesmo, suas principais características, funcionalidades, exemplos etc. A tipologia textual escolhida foi  texto jornalístico e o jornal Folha do Meio Ambiente foi distribuído para as crianças como exemplo em que reúne a questão da matéria jornalística em si e da temática ambiental, de grande relevância no mundo atual e na formação futura de cidadãos.
Sugestões – Gostaria de sugerir 2 tópicos adicionais para o jornal: 1) uma coluna ou página especificamente voltada para o público infantil  contendo informações com linguagem apropriada,  jogos – palavras cruzadas etc., áreas para colorir ou de atividades (caça-palavras, dicas, charadas,etc.), concurso de desenhos e disponibilização no jornal com o nome dos vencedores; 2) Experiências com escolas no DF no trato da questão ambiental, as quais poderiam ser divulgadas no jornal “Folha do Meio Ambiente”.  Por exemplo, o Ciman (Octogonal) dispõe de uma horta em que alunos da pré-escola tem conhecimento e acompanham a evolução das plantas.  O colégio também dispõe de recipientes adequados conforme a cor para a separação de resíduos e coleta seletiva. Com certeza outras iniciativas já existem em escolas públicas e particulares.
Claudia Albuquerque
[email protected] Brasília – DF


Equilíbrio editorial
Sou ambientalista e estou escrevendo para vocês para dizer apenas duas coisas: primeiro, gosto do equilíbrio que vocês fazem balanceando muito bem o que é educação ambiental, preservação e informação do que é denúncia. Segundo, porque as colunas do jornal como a Coluna do Meio e a coluna sobre o Congresso e Meio Ambiente tem nos ajudado muito aqui na formulação de uma política socioambiental coerente e atual.
Precisava, também receber uma coleção do jornal dos últimos dois anos. O que eu faço para conseguir?
Parabéns aos jornalistas Tânia Martins e André Pessoa pelos prêmios recebidos pela defesa da Serra Vermelha, no Piauí. Tenho acompanhado a luta deles e do espaço que o jornal dá para a defesa do Cerrado piauiense.
Christiano F. Guimarães 
Fortaleza – CE
NR: Para conseguir os jornais para a sua coleção, favor ligar para Catarina, na redação, em Brasília: 61-33223033.


País da Copa
Estudo fora do Brasil há um ano e sempre vou à Embaixada brasileira para ler notícias sobre nosso País. Pela terceira vez encontrei este jornal na sala de leitura da Embaixada. Não só achei interessante a publicação como pude levar para um colega de escola, pois nosso trabalho era justamente sobre a bacia amazônica. Acabou que nosso grupo de trabalho se interessou muito pela entrevista e aventura do jovem Pedro Werneck. Ainda mais que tinha uma boa versão da matéria para o inglês. Incrível que aí no Brasil não conhecia o jornal e vim encontra-lo aqui na África do Sul.
Cezar K.  Magalhães  [email protected] 
Joanesburgo – África do Sul


Cerco aos madeireiros
É hora da classe política se unir e decretar uma moratória sobre a floresta amazônica. Algo assim: durante cinco anos é proibido cortar, serrar, transportar e comercializar todo e qualquer tipo de árvore dentro do perímetro da Amazônia Legal. Não é mais possível o governo dar uma de Vampeta no Flamengo: a fiscalização finge que fiscaliza e os madeireiros fingem que obedecem. Enquanto houver uma janela para cortar e negociar as árvores da floresta amazônica haverá uma brecha ou uma janela legal para desmatar.
Flores Andrade
Belém do Pará – PA


Consulta
Gostaria de fazer uma consulta. Eu assino este jornal há uns quatro ou cinco anos. Consegui alguns exemplares de edições de 1992 com um  amigo do Ministério do Meio Ambiente. A consulta é a seguinte: seria muito difícil digitalizar toda coleção dos 20 anos do jornal e gravá-las em DVD para ser comercializada entre os leitores interessados? 
Selma Maria G. Freire
Campinas – SP
NR: Felizmente, num esforço muito grande, quase todas edições da FMA já foram digitalizadas. Mas, comercialmente, esta operação de gravação e distribuição ainda não é comercialmente viável. Talvez, quem sabe, ainda consigamos um apoio para pelo menos gravar as principais entrevistas e principais reportagens.


Boi pirata
Não entendi o que o senhor ministro do Meio Ambiente quer falar dizer com boi pirata que paga imposto no pasto, paga imposto no frigorífico e paga imposto no açougue. Pirata é aqueles produtos que são vendidos nos centros das cidades brasileiras, na cara dos fiscais, e não pagam imposto nenhum. Desculpe, ministro, boi pirata é papo furando de marketing eleitoreiro.
Sylvio B. Figueiredo
Cuiabá – MT


Floresta
Esta é uma observação de quem vive na Amazônia, de quem vive da floresta, de quem não quer voltar para a cidade. Se o governo não encontrar uma sobrevivência econômica, uma renda digna, um trabalho para quem está aqui no interior, a única alternativa que nós temos é derrubar a árvores para ganhar uns trocados e matar os bichos para a gente dar de comida para nossa família. Estamos cheios de discursos e destas estidades, destes pessoal que vem aqui fazer pesquisa e levar os nossos conhecimentos.
Sebastião F. Gouveia
Tefé – AM


Poetas e poesias
Nas últimas edições tenho notado que vocês sempre homenageiam um poeta, de preferência, um poeta que canta a natureza. A idéia é muito boa e, como professor, me fascina porque é mais uma atividade que posso fazer com meus alunos nas salas de aula. Escrevo para fazer uma pergunta: será que não dá para enviar alguns trabalhos escolares aé para a redação e o jornal se prontificar a publicá-los? Funciona como incentivo e como conscientização ambiental.
Edgard Mello T. Filho
Belo Horizonte – MG